Julio Primeiro

Julio Primeiro desenvolve uma prática em que o pensamento plástico se articula a
partir da matéria e dos ritmos vitais: suas obras são ensaios táteis sobre a
passagem do tempo, a cooperação e a interseção entre o orgânico e o fabricado.
Trabalhando com madeira, tecido, sementes e resina, ele constrói superfícies e
Objetos que guardam a memória do gesto manual e a precisão de um olhar.
técnico. Peças que parecem crescer, secar, cicatrizar e, ao mesmo tempo, serem
montadas como artefatos industriais.

A textura é princípio compositivo: a porosidade da madeira contrasta com o brilho.
translúcido da resina; as sementes, dispostas em padrões ou dispersas,
funcionam como unidades de contagem e como vestígios de ciclos biológicos; o
Tecido atua ora como pele, ora como mapa de dobra e tensão. Esses materiais
Não são meros suportes, mas agentes ativos que determinam ritmo, densidade.
e escala das obras. O processo de construção privilegia operações repetitivas e
Intervenções graduais, como colagens, camadas, envernizamentos e raspagens.
que revelam um tempo de trabalho em que o crescimento e a erosão coexistem.

No plano conceitual, Julio articula coletividade e ciência: suas peças evocam
ecossistemas e redes de cooperação, ao mesmo tempo em que incorporam uma
sensibilidade experimental — medições, séries e variações controladas que
remetem a procedimentos laboratoriais. A cenografia e a fotografia documental
que marcaram seus primeiros passos reaparecem na maneira como organiza o
espaço expositivo, transformando objetos em dispositivos de encontro e
Observação.

O resultado é uma obra que pulsa entre o doméstico e o público, entre o
artesanal e o técnico, propondo uma poética dos ciclos de nascimento,
maturação e decaimento inscritos na matéria. Julio Primeiro afirma, por meio do
toque e da montagem, uma visão do mundo em que o humano participa de
processos maiores, e onde a arte funciona como um laboratório sensível para
Pensar relações entre natureza, trabalho e comunidade.

Fabrício Reiner de Andrad

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CURRÍCULO

Formação Acadêmica:

– Administração com Habilitação em Marketing – 2012
Universidade Estácio de Sá

– Design de produto – 2022
Universidade Anhembi Morumbi

Cursos Livres:

Introdução à videoarte com Marcos Bonisson – Parque Lage 2023.

Desenvolvimento do pensamento com Franz Manata – Parque Lage 2024.

Escrita de artista com Franz Manata – Parque Lage 2025.

Encontros e reflexões com Iole de Freitas – Parque Lage 2025.

Imersões poéticas com Marcelo Freitas – Casa Brasil / Escola sem Sítio 2026.

COLEÇÕES

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

EXPOSIÇÕES COLETIVAS

2026 – FARGO – Feira de Arte de Goiânia-GO. Coletiva.
2026 – SP-Arte – Pavilhão da Bienal – São Paulo. Coletiva.
2026 – Conversas de Casa – Casa Brasil. Rio de Janeiro. Coletiva.
2025 – Prêmio Yutaka Toyota. 35° Salão Bunkyo – SP. Coletiva.
2025 – CasaCor. Rio de Janeiro-RJ. Coletiva.
2025 – 50° Salão de Arte de Ribeirão Preto – SP. Coletiva.
2025 – SP-Arte – Pavilhão da Bienal – São Paulo. Coletiva.
2025 – Construção – Gal. Contempo. São Paulo – SP. Coletiva.
2024 – Solo – Parque Lage – RJ. Coletiva.
2024 – Deriva – Gal. Cassia Bomeny. Rio de Janeiro-RJ. Coletiva.
2024 – Quase Fora – Casa Voa. Rio de Janeiro-RJ. Coletiva.
2024 – 21° Salão de Arte Contemporânea – MAC Jataí-GO
2024 – Publicação – Revista Artbluum.
2024 – A Terra que Habita – Parque Lage – RJ. Coletiva.
2023 – CasaDesign – Rio de Janeiro-RJ. Coletiva.
2023 – Studio Novo Clássico – Rio de Janeiro-RJ – Coletiva
2023 – Rio Shore – Paramount. Rio de Janeiro-RJ – Cenografia
2022 – Vivence. Rio de Janeiro-RJ. Coletiva.
2022 – Mostra de Videoarte – Parque Lage. Coletiva.
2022 – CasaDesign. Niterói-RJ. Coletiva.
2022 – Casa Design. Rio de Janeiro-RJ. Coletiva.
2022 – Casacor. Rio de Janeiro-RJ. Coletiva.
2019 – CasaCor. Rio de Janeiro-RJ. Coletiva.
2018 – Semana de Design. MAM Rio. Coletiva.
2018 – Mais Você – Rede Globo – Cenografia.
2018 – CasaCor – Rio de Janeiro – Coletiva

OUTROS ARTISTAS